Salto Corumbá - Corumbá de Goiás

  • 1/5 - Rapel no Salto Corumbá
  • 2/5 - Boiacross
  • 3/5 - Pousada
  •  4/5 - Pousada
  • 5/5 - Camping

No final do Século XIX, um minerador francês, Bernard Alfred d'Arena, representando uma empresa estrangeira, fazia um intenso trabalho na serra dos Pirineus retirando ouro de um lugar conhecido por ¨Cachoeira do Abade¨. Por ser um garimpo grande (usando desmonte hidráulico, grandes aquedutos, etc), a atividade sujava a água do principal rio que abastecia Pirenópolis, o rio das Almas.

Após diversos atritos com a população da cidade, houve uma grande revolta dos Pirenopolinos que culminou com a destruição do garimpo e a fuga das pessoas que lá trabalhavam. Audacioso e experiente, Arena buscou um outro lugar que prometia grande sucesso, pois em um rio volumoso (o rio Corumbá), um grande poço de pedra fazia o papel de uma gigantesca bateia natural, segurando o ouro (mais pesado) no fundo e deixando a água (mais leve) passar por cima. A questão era: Como retirar a areia de uma profundidade de mais de 15m se não existiam bombas de sucção?

O engenhoso Arena desviou o rio Corumbá por um canal até o córrego Rasgão (2), secando o trecho do rio que precisava ser trabalhado, inclusive a cachoeira conhecida hoje por ¨Salto Corumbá¨(3). Sem a queda d'água para dificultar o trabalho, cortou manualmente uma grande garganta na parede de rocha sólida do poço, esgotando toda a água rio abaixo e atingindo as cobiçadas areias que, por incontáveis eras, acumularam o precioso metal.

Reza a lenda, mas sobretudo, confirmam os antigos documentos de registro no Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, que uma grande quantidade de ouro, verdadeiro tesouro, foi levado destas terras para a antiga capital do Brasil, e depois para a Europa. Por mais de um século o paredão de pedra e o leito seco do rio foram as únicas lembranças da grande cachoeira que, de tão bela, os índios a chamavam de ¨Corumbᨠ(uma corruptela de ¨KORUM-Bɨ), que significa ¨meu lar¨.

Já no Século XX, em 1988, foi construída uma barragem para obstruir o antigo canal de desvio, resgatando a magia e o encanto deste santuário. O rio foi devolvido ao seu leito natural, e com ele foi recuperado o esplendor deste presente magnífico que a natureza nos deu e, juntamente com as outras cachoeiras do Salto, a gruta, fauna e flora.

Hoje, o complexo conta com piscinas, cavalos, área de camping, pousada, restaurante, lanchonete, trilhas, toboáguas, esportes de aventura e cachoeiras. A Caminhos do Viajante visitou em 2016 e recomenda!

Como chegar
Saindo de Goiânia: Seguir rumo Anápolis (BR-060) e no segundo trevo entrar na Belém-Brasilia (BR-153). Ainda na área urbana de Anápolis virar à direita no sentido Corumbá (BR-414). Após Corumbá siga mais 10 Km (sentido Cocalzinho) até o Salto Corumbá.
Saindo de Brasília: Seguir rumo Ceilândia (Estrada Parque) passando por Aguas Lindas (BR-070) sentido Cocalzinho. Após Cocalzinho, siga mais 8 km (BR-414) até o Salto Corumbá.

VÍDEOS

  • Fonte: Salto Corumbá